TERRITÓRIO DO BRINCAR
O filme Território do Brincar foi exibido na rede Centro Social e Educacional Catavento e produziu impactos importantes na vida de crianças, adolescentes e socioeducadores e socioeducadoras.
Por Gelson Vieira
20/11/2019 08:08
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O filme Território do Brincar é parte de um trabalho de escuta, intercâmbio de saberes, registro e difusão da cultura infantil. Neste sentido, entre abril de 2012 e dezembro de 2013, os documentaristas Renata Meirelles e David Reeks, acompanhados de seus filhos, percorreram o Brasil. Eles visitaram comunidades rurais, indígenas, quilombolas, grandes metrópoles, sertão e litoral, revelando o país através dos olhos de nossas crianças. Renata e David registraram as sutilezas da espontaneidade do brincar, que nos apresenta a criança a partir dela mesma.

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Nesse sentido a Dignivida Promoção da Vida Humana, entidade gestora do Centro Social e Educacional Catavento, solicitou permissão para exibição do filme Território do Brincar à VideoCamp, uma plataforma que reúne filmes que estão disponíveis de forma gratuita. Os vídeos são de impacto, que apontam causas urgentes, que retratam situações que precisam ser destacadas, que ampliam nosso olhar para temas sensíveis e que, sobretudo, promovam um mundo mais justo, solidário, sustentável e plural.

Cerca de 600 pessoas entre crianças, adolescentes e socioeducadores e educadoras assistiram ao filme Território do Brincar nas 12 exibições realizadas nas 6 unidades do Catavento.

Antes de cada exibição do Território do Brincar foi feita uma introdução destacando a plataforma VideoCamp, sobre os idealizadores / executores do vídeo documentário.

Crianças e adolescentes com olhos fixos na tela atentos e envolvidos a ver brincadeiras diferentes das de seus mundos e fazendo memória doutras que já conheciam. Momentos de resgate da cultura do brincar e afirmação do imaginário infantil.

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Logo após a apresentação do documentário, foram realizadas rodas de conversa. Na oportunidade os sócioeducandos expuseram suas impressões sobre o filme. Vale destacar o que uma sócioeducanda afirmou: “Tia, eles eram crianças livres, usavam faca, serra e outros objetos sem medo e sem maldade”. Outra fala que julgamos curiosa: “Os brinquedos e brincadeiras criadas por nós tem outro sabor que coisas prontas”. Outra criança de 10 anos de idade disse que seus pais compram brinquedos na loja para ela. Mas, que não dava muito valor ou brincava pouco com aquele presente. Mas, as crianças do filme usavam a criatividade para confeccionar os próprios brinquedos. Sequencialmente as crianças e adolescentes foram questionados: qual a relação entre o filme e o Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA? O direito de brincar. Logo depois, textos foram produzidos. Gincanas foram criadas. Oficinas de pipas foram realizadas, os participantes ensinavam aqueles que tinham dificuldades. Enquanto outros falavam: “esta noite não vou dormir, pensando que amanhã vou soltar pipa”. Outras crianças pesquisaram sobre brincadeiras e cantigas. Bem como, desenhos, pinturas e castelos foram criados enquanto brincavam com areia. As crianças e adolescentes foram estimuladas a usarem a imaginação para utilizar os recursos sensoriais no sentido de valorizar o conhecimento e a criatividade de cada um e cada uma.

O filme “Território do Brincar” oportunizou às crianças, adolescentes e sócio educadores/as do Centro Social e Educacional Catavento, vivenciarem momentos importantes pois reconheceram a diversidade de brinquedos e brincadeiras nos distintos territórios de identidade e de comparar as diferenças enquanto riqueza cultural. As brincadeiras favoreceram que os sócioeducandos diminuíssem suas dificuldades de atenção e concentração. Os desenhos e pinturas possibilitaram que as crianças se transportassem para lugares e situações de acordo com aquilo que estavam a elaborar: Algumas desejaram estarem em paisagens a exemplo das dunas do litoral nordestino. Durante a produção de textos as crianças e adolescentes transmitiram que conseguiram compreender o significado de reinventar o criado e de dar novos significados aos objetos. Assim, o Território do Brincar possibilitou diversos benefícios no sentido de valorar coisas simples e despertou o interesse das crianças e adolescentes por brincadeiras que para elas se tornaram novas.

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